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“... quem nos bate à porta, perdido, abandonado, doente, em auto destruição, excluído, siga o caminho natural do ser humano: se realize, seja parte do todo que é a sociedade...”
Modelo de Intervenção Multidisciplinar (MIM)

A Associação dos Albergues Nocturnos do Porto destaca-se por desenvolver as suas respostas de acção social de acordo com um Modelo de Intervenção Multidisciplinar cuja finalidade é simultaneamente assegurar a satisfação das necessidades básicas de sobrevivência e dignidade humanas e promover a efetiva da reinserção social/familiar/profissional das pessoas Sem-Abrigo.

Este Modelo de Intervenção Multidisciplinar, implementado em 2006, tem por base cinco grandes princípios:

Potencial individual – perspetiva-se que cada pessoa, para além de evidentes necessidades e limitações, apresenta também potencialidades ou competências que devem ser identificadas e rentabilizadas;

Flexibilidade – entende-se que o plano de intervenção deve ser suficientemente plástico para se adaptar às características individuais de autonomia e funcionamento que determinam tempos de evolução/crescimento/mudança necessariamente diferentes de pessoa para pessoa;

Transdisciplinaridade – encara-se cada pessoa como uma unidade biopsicossocial indivisível e, por isso, toda a intervenção deve integrar e envolver ativamente diversas áreas de conhecimento (social, biológico, psicológico,…);

Complementaridade – o plano de intervenção deve articular medidas de emergência social que satisfaçam as necessidades básicas de sobrevivência e dignidade humanas com medidas que promovam a inserção social/familiar/profissional de cada pessoa;

Cooperação – assumindo-se como uma problemática particularmente complexa para a qual nenhuma instituição tem capacidade para por si só responder eficazmente a todas as questões que coloca reveste-se de particular importância caminhar num sentido de estreita colaboração inter-institucional por forma a responder de forma integrada a esta questão.

Este Modelo de Intervenção Multidisciplinar compreende dois tipos complementares de intervenção - intervenção de emergência social e intervenção de reinserção social.

A intervenção de emergência social visa melhorar a qualidade de saúde e de vida em geral através da satisfação das necessidades básicas de alojamento, alimentação, vestuário e assistência sanitária.
Nesta intervenção, o utente beneficia imediatamente e em simultâneo de todos os serviços de apoio disponíveis na AANP – Serviço de Acolhimento Nocturno, Serviço de Alimentação, Serviço de Rouparia e Serviço de Reabilitação e Reinserção Social.

A intervenção de reinserção social pretende promover a autonomia individual e inclusão social através de medidas que fomentam a empregabilidade e/ou a retoma dos laços sócio-familiares.
Nesta intervenção, desenvolvida em exclusivo pelo Serviço de Reabilitação e Reinserção Social, o utente é acompanhado por uma equipa técnica multidisciplinar cuja estratégia de ação se desenrola ao longo de um processo que compreende quatro etapas sequenciais e atende à motivação e capacidade de cada pessoa para a inserção (potencial individual de reinserção), especificamente: diagnóstico biopsicossocial; intervenção biopsicossocial; encaminhamento; e follow-up.

O diagnóstico biopsicossocial procura identificar, a nível microssistémico, com concisão cada uma das vertentes social, biológica e psicológica do indivíduo. Resulta da conjunção da avaliação individual dos técnicos das diferentes áreas disciplinares e decorre preferencialmente num prazo máximo de 30 dias após a admissão do utente.
Com base neste diagnóstico estabelece-se o projeto de vida do utente, definido em conjunto pelo utente e pela equipa técnica de acompanhamento, que vai orientar a intervenção biopsicossocial que se seguirá.

A intervenção biopsicossocial a implementar é, portanto, determinada pelo projecto de vida do utente.
Consoante o mesmo, a intervenção pode ser efectuada apenas a nível microssistémico ou complementada com uma intervenção a nível macrossistémico. Nesta etapa, que terá uma duração variável consoante o tipo de intervenção a realizar, articulam-se medidas destinadas a fomentar a reinserção, seja no mercado de trabalho seja na rede sociofamiliar, com medidas destinadas à melhoria da saúde e da qualidade de vida em geral.

O encaminhamento é a etapa do modelo de reinserção social que resulta do sucesso das etapas anteriores e pode, dependendo do tipo de encaminhamento, significar a saída imediata da Instituição, quando se trata de um encaminhamento para reinserção.

A etapa de follow up implica continuar a prestar acompanhamento e apoio biopsicossocial às pessoas reinseridas no mercado de trabalho e/ou na rede sócio-familiar no sentido de garantir a sustentabilidade da integração e evitar possíveis recaídas. A duração desta etapa também é variável.


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